O Bitcoin (BTC) abriu a semana perto de US$ 63.000 (aprox. R$ 365 mil), com investidores de olho em dois fatores: a movimentação coordenada entre Estados Unidos e Japão em torno do iene e o impacto do ataque hacker à carteira Coldcard. Ao mesmo tempo, agosto começa sob cautela porque o mês tem histórico desfavorável para o BTC.

O que aconteceu: Pela primeira vez desde 2011, Estados Unidos e Japão coordenam ações ligadas ao iene. Esse tipo de movimento importa porque mexe com o apetite global por risco e pode respingar em ativos como o Bitcoin.

No radar: O mercado também monitora as consequências do ataque à Coldcard, uma carteira de autocustódia (quando o próprio usuário guarda suas chaves de acesso aos criptoativos). Casos assim costumam elevar a preocupação com segurança, justamente num momento em que o preço do BTC tenta se sustentar.

Por que importa: Agosto já entra no radar como um mês historicamente mais fraco para o Bitcoin. Quando esse padrão sazonal se junta a tensão cambial e notícia de segurança, a tendência é de investidores operarem com mais cautela.

Para o brasileiro, esse tipo de pressão externa pode aumentar a volatilidade do BTC em corretoras locais e mexer no preço em real, mesmo sem mudança nas regras do mercado brasileiro.