O Bitcoin (BTC) acumulou alta de cerca de 13% após o Federal Reserve elevar a faixa de juros para 3,75% a 4% em 16 de setembro. Fundos de Wall Street lideraram as compras, apesar dos rendimentos elevados dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Parte da reação veio porque a decisão já era amplamente esperada: em 11 de setembro, os contratos futuros indicavam 69,6% de probabilidade de aumento dos juros. A rejeição do CLARITY Act no Senado, por 50 votos a 49, também havia pressionado o BTC, que caiu 3,3% em 15 de setembro e fechou perto de US$ 75.600 (aprox. R$ 415,8 mil).

Os ETFs spot de Bitcoin — fundos negociados em bolsa que acompanham o preço à vista do ativo — receberam US$ 2,31 bilhões (aprox. R$ 12,7 bilhões) em quatro sessões. O BTC subiu 5,9% em 18 de setembro, quando entraram US$ 433 milhões (aprox. R$ 2,38 bilhões), e outros 6,7% no dia 21, com aportes de US$ 999 milhões (aprox. R$ 5,49 bilhões).

A alta de 21 de setembro ainda provocou a liquidação de US$ 262 milhões (aprox. R$ 1,44 bilhão) em posições vendidas em apenas uma hora. Quando essas apostas contra o ativo são encerradas à força, os operadores precisam recomprar Bitcoin, ampliando a pressão de alta.

No gráfico, o BTC rompeu a linha de pescoço de um padrão de ombro-cabeça-ombro invertido, formação associada a uma possível reversão. A primeira resistência aparece em US$ 86.935 (aprox. R$ 478,1 mil), enquanto um fechamento diário abaixo do suporte de US$ 84.045 (aprox. R$ 462,2 mil) poderia recolocar a região de US$ 82 mil (aprox. R$ 451 mil) no radar. Essas projeções são cenários técnicos, não garantia de desempenho futuro.