O Bitcoin (BTC) era negociado na faixa de US$ 63.423,29 (aprox. R$ 349 mil) nesta terça-feira (28), com queda de 2,7% em 24 horas, segundo a Coingecko. Em sete dias, a perda acumulada era de 4,3%, mas, no intervalo de um mês, a criptomoeda ainda mostrava alta de cerca de 5,4%.
O que aconteceu: o mercado de ativos digitais operava perto da estabilidade, dividido entre sinais positivos e pressões de curto prazo. De um lado, a trégua entre Estados Unidos e Irã ajudou a aliviar a tensão no Oriente Médio, com recuo do petróleo desde domingo (26) e menor preocupação com impacto inflacionário nos EUA.
Por que importa: as atenções agora se concentram na decisão de juros do Fed, marcada para quarta-feira (29). Segundo o FedWatch, do CME Group, a maior parte do mercado espera manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano pela quinta reunião seguida. Juros elevados tendem a reduzir o apetite por ativos voláteis, porque os títulos de renda fixa dos EUA passam a oferecer retorno mais competitivo.
No lado negativo, ações de tecnologia recuavam no pré-mercado, em meio à fraqueza de papéis de SK Hynix e Samsung Electronics e a uma nova rodada de preocupação com os gastos em inteligência artificial (IA). Na quinta-feira (23), as chamadas “Sete Magníficas” perderam cerca de US$ 800 bilhões em valor de mercado (aprox. R$ 4,4 tri) em um movimento de realização de lucros.
Além disso, os ETFs de BTC à vista dos Estados Unidos registraram saídas superiores a US$ 470 milhões (aprox. R$ 2,6 bi) nos últimos três pregões, encerrando uma sequência de sete dias de entradas. Segundo o Decrypt, o IBIT, da BlackRock, respondeu por pouco menos de US$ 415 milhões (aprox. ) dessas retiradas em apenas dois dias.




