A Liquid Network retomou a produção de blocos sem transações após o ataque de 4.000 bitcoins ocorrido no domingo (6). O invasor devolveu 85% dos fundos, mas ainda há um déficit de aproximadamente 602,5 bitcoins para garantir a paridade entre os tokens LBTC e os bitcoins mantidos como reserva.

A rede afirmou que entrou em uma fase de retomada controlada e seguirá sendo monitorada. As operações de peg-in e peg-out, usadas respectivamente para converter bitcoins em LBTC e resgatar os bitcoins correspondentes, continuam suspensas enquanto a reserva é recomposta.

O invasor se apresentou como um “white hat” (alguém que identifica falhas de segurança) e transferiu 3.400 bitcoins para a rede na segunda-feira (7). Depois, passou a exigir uma recompensa de 10%, alegando que a Blockstream destinou apenas US$ 1,5 milhão (aprox. R$ 8,25 milhões) para proteger US$ 5 bilhões (aprox. R$ 27,5 bilhões) em ativos. A mensagem foi interpretada como uma tentativa de extorsão, e a Blockstream ainda não respondeu publicamente.

Adam Back, CEO da Blockstream, pediu que os investidores não vendam seus LBTC com desconto e afirmou que a equipe trabalha para restaurar a paridade de 1:1. A comunidade também aguarda um relatório completo sobre o incidente, enquanto a Liquid alerta para golpes que usam o nome do projeto.