O Bitcoin (BTC) entrou no radar de risco macroeconômico com a possibilidade de três grandes bancos centrais apertarem a política monetária na mesma semana. O BCE já elevou sua taxa de depósito para 2,50%, enquanto o Federal Reserve decide na quarta-feira e o Banco do Japão anuncia sua decisão na sexta.
Contratos futuros indicam quase 90% de probabilidade de alta pelo Fed. O Conselho do BCE justificou a decisão citando que “o conflito no Oriente Médio continua gerando pressões inflacionárias e a inflação deve permanecer bem acima da meta por um período prolongado”.
A comparação que preocupa o mercado vem de 2006, quando um aperto parecido atingiu primeiro os ativos comprados com dinheiro emprestado. No mês seguinte, o S&P 500 caiu 7,7%, o Euro Stoxx recuou 13,3%, o TOPIX perdeu 16,5% e os mercados emergentes cederam mais de 20%. Depois, o S&P 500 se recuperou e fechou 2006 com alta de 15,79%; o colapso maior viria dois anos depois, ligado ao crédito imobiliário.
O BTC não existia em 2006, mas passou por um teste parecido em agosto de 2024. Na ocasião, o Banco do Japão subiu juros, o iene disparou, o TOPIX caiu 12% em um único dia e o Bitcoin recuou até 20%. Desta vez, porém, há um detalhe diferente: o iene subiu 3,7% em três sessões, e o BTC ainda se manteve acima de US$ 79 mil (aprox. R$ 435 mil) em parte do período.
No recorte de um ano, o BTC já acumulava queda de 33% e era negociado a US$ 77.871 (aprox. R$ 428 mil). Outro ponto observado são os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA — fundos negociados em bolsa que compram o ativo diretamente —, que captaram US$ 3,52 bilhões (aprox. ) em agosto, após saídas de (aprox. ) nos sete meses anteriores.




