O Bitcoin voltou a superar os US$ 70 mil (aprox. R$ 406 mil) pela primeira vez desde 2 de junho, embalado por um short squeeze, quando traders vendidos são forçados a recomprar o ativo para encerrar perdas. Nas últimas 24 horas, as liquidações de shorts somaram US$ 2,74 bilhões (aprox. R$ 15,9 bi), ampliando o salto do preço.
O que aconteceu: a alta ganhou força depois de sinais vindos de Washington. Entre eles, a indicação de que o Tesouro vai dobrar recompras de dívidas de longo prazo para pelo menos US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23,2 bi) por operação e a fala do presidente Donald Trump sobre uma possível compra governamental de Bitcoin. Esse movimento levou o preço a regiões com forte concentração de posições vendidas e desencadeou uma sequência de liquidações.
Em números: dados da CoinGlass mostram que 172.202 traders foram liquidados em 24 horas. Desse total, as posições vendidas responderam por US$ 2,74 bilhões (aprox. R$ 15,9 bi), enquanto as compradas somaram US$ 256,66 milhões (aprox. R$ 1,49 bi). Só o BTC concentrou US$ 1,42 bilhão (aprox. R$ 8,24 bi) em liquidações. Depois do pico, o ativo recuou para US$ 69.305 (aprox. R$ 401,9 mil), ainda com alta de 7,5% no dia.
A CryptoQuant vê um sinal mais relevante na demanda spot, que mede compras no mercado à vista. Segundo a empresa, esse indicador em 30 dias saiu de -206 mil BTC em 23 de julho para cerca de -5 mil BTC, se aproximando do campo positivo pela primeira vez desde 26 de fevereiro. Em levantamentos da empresa, quando essa métrica vira para positivo, o Bitcoin teve retorno mediano de 18,1% nos 60 dias seguintes, com resultado positivo em dos casos analisados.



