O bitcoin (BTC) perdeu a média móvel de 200 semanas, uma referência que calcula o preço médio do ativo nesse período, e passou a negociar abaixo de US$ 64 mil (aprox. R$ 371,2 mil). Segundo Lucas Costa e Gabriela Sporch, do BTG Pactual, a criptomoeda caminha para terminar a semana com queda de cerca de 3,5%.

O que aconteceu: para aliviar a pressão dos vendedores, o BTC precisaria recuperar rapidamente a região de US$ 64 mil (aprox. R$ 371,2 mil) e superar a média móvel de 21 semanas, próxima de US$ 68,7 mil (aprox. R$ 398,5 mil). A média móvel de 50 semanas, em torno de US$ 82,5 mil (aprox. R$ 478,5 mil), permanece como a principal resistência estrutural.

Tendências: o BTG Pactual classifica o longo, o médio e o curto prazo como baixistas. No curto prazo, o relatório aponta retomada do movimento de venda.

Em números: a primeira resistência relevante está entre US$ 63,4 mil e US$ 63,9 mil (aprox. R$ 367,7 mil a R$ 370,6 mil), faixa que reúne as médias móveis de 21 e 50 dias. Acima dela, o BTC poderia buscar US$ 65,5 mil (aprox. R$ 379,9 mil) e US$ 67 mil (aprox. R$ 388,6 mil), antes de enfrentar a média móvel de 200 dias, próxima de US$ 69,5 mil (aprox. R$ 403,1 mil).

O suporte mais importante permanece em US$ 59 mil (aprox. R$ 342,2 mil). A perda desse nível abriria espaço, na avaliação dos analistas, para possíveis movimentos em direção a US$ 55,8 mil (aprox. R$ 323,6 mil) e US$ 52,6 mil (aprox. R$ 305,1 mil).

Para quem acompanha o mercado no Brasil, esses níveis em dólar também afetam a cotação em reais, que varia conforme o preço do BTC e o câmbio.