O Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 76 mil (aprox. R$ 441 mil) na manhã desta quarta-feira (2), com baixa de mais de 1,5% nas últimas 24 horas. O mercado de criptomoedas acompanhava a aversão a risco nas bolsas asiáticas, na abertura europeia e nos contratos futuros dos Estados Unidos.

O movimento ocorre em meio à pressão sobre a dívida americana. O rendimento do título do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos subiu para cerca de 4,8%, enquanto o papel de 30 anos permanecia acima de 5%. Para analistas da Bitunix, o mercado enfrenta o choque entre uma dívida de US$ 40 trilhões (aprox. R$ 232 trilhões) e juros elevados.

No Japão, Kazuo Ueda, presidente do Banco Central do país, defendeu a possibilidade de um novo aumento da taxa de juros. O Japão mantém taxas historicamente baixas há décadas e é uma fonte importante do carry trade, operação em que investidores tomam recursos mais baratos para aplicar em ativos com retorno maior.

Para quem investe no Brasil, a mudança no fluxo global de capital pode aumentar a oscilação das criptomoedas negociadas em reais, mesmo sem alteração direta no mercado brasileiro.

O temor é que um aperto monetário no Japão reduza a liquidez disponível para ativos digitais. Entre as maiores criptomoedas, o Ethereum (ETH) caía 2,66%, o XRP recuava 3,67% e a Solana (SOL) perdia 3,92% em 24 horas.