O Bitcoin (BTC) devolveu parte da alta de agosto e passou a desenhar o padrão Bart Simpson no gráfico de 4 horas. O ativo era negociado perto de US$ 77.281 (aprox. R$ 425 mil), com queda de 1,42% em 24 horas, após superar US$ 80 mil (aprox. R$ 440 mil) no fim do mês.
O padrão recebe esse nome porque lembra o cabelo do personagem. Ele aparece quando o preço avança rapidamente, fica estável em uma faixa estreita e depois retorna ao nível anterior. A formação pode sinalizar pressão de baixa, mas também surge em consolidações normais depois de movimentos fortes e não confirma, sozinha, uma nova queda.
O nível observado pelos analistas é US$ 75.800 (aprox. R$ 417 mil). Uma perda desse patamar poderia reforçar o padrão baixista; já a manutenção acima dele preservaria a possibilidade de o BTC recuperar força e voltar a testar a máxima de maio, perto de US$ 83 mil (aprox. R$ 456,5 mil).
Para quem acompanha o Bitcoin em reais, esses níveis equivalem aproximadamente a R$ 417 mil, R$ 425 mil e R$ 456,5 mil, usando uma cotação de referência próxima de R$ 5,50 por dólar.
Os dados de fluxo, porém, ganharam mais peso na análise. A demanda à vista, que representa compras do próprio ativo, ficou negativa por dois dias consecutivos, enquanto a procura por contratos futuros permaneceu forte. O analista CW8900 afirmou: “Sem o suporte da demanda à vista, não há alta”.
Entre 18 e 28 de agosto, a distribuição de Bitcoin por investidores de longo prazo aumentou 61,5%. O volume acumulado em 30 dias passou de 174.500 BTC para 281.900 BTC, o maior nível desde o início de 2026. Segundo Axel Adler Jr, a recuperação após um short squeeze (movimento que força a liquidação de apostas na queda) abriu espaço para realização de lucros, enquanto dados de inflação e emprego devem influenciar as decisões do Fed em setembro.




