O bitcoin (BTC) era negociado a US$ 85.457,62 (aprox. R$ 470 mil) na manhã desta quarta-feira (23), com queda de 0,67% em 24 horas. O mercado de criptomoedas operava majoritariamente no vermelho, pressionado pela realização de lucros.

Entre os maiores ativos, o Ethereum (ETH) recuava 0,88%, para US$ 2.722,58 (aprox. R$ 15 mil), enquanto a Solana (SOL) caía 0,26%, a US$ 116,99 (aprox. R$ 643). O XRP contrariava o movimento e subia 2,04%, negociado a US$ 1,56 (aprox. R$ 8,58).

A alta do petróleo e dos juros nos Estados Unidos aumentou o receio de inflação persistente e de uma política monetária restritiva por mais tempo. Em sentido contrário, os ETFs de bitcoin à vista — fundos negociados em bolsa que acompanham o preço do ativo — receberam quase US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,5 bilhões) em um único dia.

Dados dos derivativos também apontam cautela. Segundo Noah Cheung, country manager da Bitget no Brasil, o volume de contratos futuros caiu 21%, para US$ 227 bilhões (aprox. R$ 1,25 trilhão), enquanto o open interest — valor dos contratos ainda em aberto — avançou 1%, para US$ 159,4 bilhões (aprox. R$ 877 bilhões). As posições vendidas chegaram a 51% do volume, indicando que parte dos investidores espera novas quedas.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, a cotação do dólar também pesa: mesmo com o BTC estável em moeda americana, mudanças no câmbio podem ampliar ou reduzir a variação do preço em reais.