O Bitcoin (BTC) voltou a superar US$ 81 mil (aprox. R$ 445,5 mil) na quinta-feira, depois de relatos sobre uma possível declaração de encerramento da guerra no Irã. O ativo havia caído abaixo de US$ 77 mil (aprox. R$ 423,5 mil) na terça-feira, após Donald Trump confirmar novos ataques no Estreito de Ormuz.
Segundo o Wall Street Journal, assessores próximos de Trump avaliam que uma escalada do conflito poderia prejudicar os republicanos nas eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. O presidente acredita que a pressão econômica pode levar Teerã a ceder, enquanto o Pentágono amplia sua presença na região. O Brent, referência internacional do petróleo, seguiu na direção oposta e avançou para perto de US$ 98 (aprox. R$ 539) por barril, maior nível em seis semanas.
O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, também contribuiu para a alta do Bitcoin. Ele afirmou que pode apoiar a manutenção dos juros em setembro caso a inflação central, que exclui itens mais voláteis, continue desacelerando. A taxa de três meses caiu de 4,76% em fevereiro para 3,05% até julho, mas Waller disse que uma nova aceleração poderia fazê-lo defender uma política mais restritiva.
As apostas na ferramenta CME FedWatch para uma alta dos juros em setembro recuaram de 63,2% para 50,2% em um dia. Ainda assim, a sustentação do Bitcoin acima de US$ 80 mil (aprox. R$ 440 mil) depende de fatores incertos: novos ataques podem pressionar o mercado, e uma inflação de agosto acima do esperado pode levar o BTC novamente à mínima de US$ 76.963 (aprox. R$ 423,3 mil) registrada nesta quinta-feira.
Para quem acompanha cripto no Brasil, as oscilações do BTC em dólar também afetam o valor convertido para reais, além do impacto do câmbio.




