O Bitcoin (BTC) voltou a rondar os US$ 65 mil na terça-feira, em meio a novos sinais de apoio de duas potências de Wall Street. A BlackRock manteve sua tese de alocação de 1% a 2% em portfólios, e o Citi confirmou que sua custódia de Bitcoin estreia ainda em 2026.

O que aconteceu: A BlackRock revisou sua análise sobre o Bitcoin em uma nota assinada por Robert Mitchnick e Will Su. Mesmo depois da forte queda do mercado, a gestora concluiu que a baixa foi causada por liquidações forçadas dentro do setor cripto, e não por deterioração da tese de longo prazo. No horizonte de 10 anos, a empresa manteve a orientação já apresentada em junho: uma fatia de 1% a 2% em BTC, financiada a partir de ações, teria melhorado o retorno ajustado ao risco de um portfólio clássico 60/40.

Em números: O iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF de Bitcoin da BlackRock, somava mais de US$ 47 bilhões (aprox. R$ 272,6 bi) em ativos em março de 2026. Já o BTC era negociado perto de US$ 64.708 (aprox. R$ 375,3 mil) no momento da reportagem, depois de tocar US$ 65.058 (aprox. R$ 377,3 mil) no pico intradiário. Ainda assim, o ativo segue cerca de 50% abaixo do topo de outubro de 2025.

Por que importa: O Citi anunciou a plataforma Custody+, voltada a mercados que operam 24 horas por dia. A proposta é concentrar no mesmo ambiente ações, títulos e cripto, com lançamento da custódia de ativos digitais começando por Bitcoin ainda neste ano. Custódia é o serviço de guarda dos ativos, uma peça central para instituições que não querem depender de estruturas separadas para operar cripto.

O banco afirma investir mais de US$ 2 bilhões por ano (aprox. R$ 11,6 bi) em sua estratégia de infraestrutura, e diz que sua rede de custódia alcança mais de . Segundo , diretor de Custódia do , o é resultado de um compromisso de vários anos para criar uma infraestrutura compatível com a velocidade das estratégias dos clientes.