A Metaplanet transferirá 2.100 BTC e US$ 2,5 milhões (aprox. R$ 14,5 milhões) em caixa para a Super League, empresa de mídia de jogos listada na Nasdaq. Anunciado em 18 de agosto de 2026, o acordo criará a Superplanet, que negociará sob o código SUPA.

Como funcionará:

  • A Metaplanet pagará US$ 3 (aprox. R$ 17,40) por ação para adquirir 95,7% da Super League.
  • A empresa japonesa controlará o conselho, e as ações recebidas ficarão bloqueadas por cinco anos.
  • A Metaplanet poderá investir até US$ 210 milhões (aprox. R$ 1,22 bilhão) adicionais por meio de ações preferenciais nos 24 meses seguintes à conclusão.
  • O fechamento é esperado para o quarto trimestre de 2026, dependendo da aprovação de acionistas e reguladores dos dois países.

A preparação começou em setembro de 2025, quando o Evo Fund, patrocinador da Metaplanet, investiu US$ 10 milhões (aprox. R$ 58 milhões) na Super League. O aporte eliminou a dívida da empresa e resolveu problemas de conformidade com a Nasdaq. Segundo Simon Gerovich, CEO da Metaplanet, a Superplanet representa a expansão para os Estados Unidos de uma estratégia de tesouraria de Bitcoin, isto é, o uso da reserva da empresa para manter BTC.

Para investidores brasileiros, a operação mostra como empresas de cripto buscam mercados estrangeiros para captar recursos. No Brasil, a compra e venda de BTC continua sujeita às regras tributárias aplicáveis, incluindo a declaração e eventual apuração de ganho de capital em reais.

A Metaplanet já acumulou 43 mil BTC com captações feitas no Japão por meio de debêntures, títulos e emissão de ações. O mercado japonês, porém, não oferece ações preferenciais perpétuas, instrumentos sem data de vencimento que podem funcionar como capital permanente. Nos Estados Unidos, as ações preferenciais da captaram (aprox. ) no lançamento, em julho de 2025, e movimentaram mais (aprox. ) ao longo de 2026, segundo o relatório do segundo trimestre da empresa.