O bitcoin (BTC) acelerou a alta no início da tarde desta quarta-feira (19) e chegou a subir cerca de 6% por volta das 13h, encostando no nível de US$ 69 mil (aprox. R$ 400 mil). Depois, perdeu parte do fôlego e voltou para a faixa de US$ 68 mil (aprox. R$ 394 mil).

O que aconteceu: dados do CoinGlass mostram que as liquidações de contratos futuros somaram quase US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi) nas últimas 24 horas. Desse total, US$ 1,74 bilhão (aprox. R$ 10,1 bi) estava em posições short de BTC (apostas na queda). Quando essas posições são liquidadas, investidores precisam recomprar o ativo para cobrir perdas, o que costuma reforçar a alta.

Outro fator: o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que vai dobrar o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos nominais de prazo mais longo, de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos. O limite por operação sai de US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi) para pelo menos US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23,2 bi). A mudança passa a valer em 9 de setembro e segue até o fim deste trimestre de refinanciamento, em 4 de novembro.

Por que importa: o mercado leu a decisão como uma tentativa de aliviar a pressão sobre os juros longos dos EUA, que vinham renovando máximas desde 2007. Na prática, mais liquidez tende a abrir espaço para ativos de maior risco, como criptomoedas, num momento em que parte dos investidores também busca exposição a teses ligadas à inteligência artificial.

Para o brasileiro, o movimento importa porque o BTC é negociado globalmente em dólar, e mudanças na liquidez dos EUA costumam mexer com preços em reais nas corretoras locais.