Pavel Durov afirmou nesta terça-feira (18) que o Telegram pediu à ICANN a criação do domínio de topo .gram. A proposta abre caminho para que cerca de 1 bilhão de usuários do mensageiro tenham endereços como seunome.gram e montem sites interativos dentro da própria estrutura do aplicativo.
O que aconteceu: a ICANN, entidade que coordena globalmente os nomes de domínio, abriu neste ano uma rodada para novos domínios genéricos. Segundo Durov, se o pedido for aceito, os usuários poderão criar seus próprios sites hospedados pelo Telegram usando apenas um comando.
Por que importa: o tamanho da base do Telegram pode dar ao .gram uma adoção inicial relevante. A empresa também já testou a força desse tipo de ativo digital: em 2022, liberou a venda de nomes de usuário por leilão, e naquele ano o perfil @doge foi vendido por R$ 2,7 milhões. Isso sugere espaço para um mercado secundário de endereços curtos e fáceis de lembrar, como bitcoin.gram ou doge.gram.
Para o público brasileiro, a novidade pode aproximar a criação de sites de quem usa o celular como principal porta de entrada para a internet, sem exigir conhecimento técnico mais avançado.
Outro movimento parecido apareceu neste mês, quando a comunidade apresentou um pedido para tentar manter o controle do domínio .bitcoin, com a ideia de limitar seu uso a projetos ligados ao Bitcoin. No caso do Telegram, a aposta é combinar o domínio com ferramentas próprias de publicação e hospedagem.
No momento citado no texto, a criptomoeda Gram (GRAM), antiga Toncoin (TON), subia 2,3% em 24 horas. A checagem administrativa das propostas pela ICANN deve ser divulgada até 14 de outubro, enquanto a lista final de aprovados está prevista para novembro.



