O Bitcoin (BTC) era negociado em torno de US$ 64.539,04 (aprox. R$ 374 mil) na manhã desta quinta-feira, com alta de 0,83% em 24 horas. O mercado de criptomoedas operava sem direção única, dividido entre sinais mais fracos da economia dos EUA e o otimismo com o setor de tecnologia, que vinha sustentando as bolsas americanas.

O que aconteceu: investidores aguardam o payroll dos Estados Unidos, relatório de emprego que sai nesta sexta-feira e costuma mexer com as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve. Na véspera, o relatório ADP mostrou criação de apenas 44 mil vagas no setor privado, abaixo do esperado e em linha com um mercado de trabalho mais fraco.

Por que importa: mesmo com esse dado mais fraco, dirigentes do Fed mantiveram um tom duro sobre juros. Neel Kashkari, Lisa Cook e Mary Daly disseram que novas altas continuam no radar se a inflação não der sinais consistentes de melhora. Na prática, o mercado entende que desaceleração da economia não garante cortes de juros no curto prazo.

Para o leitor brasileiro, isso importa porque decisões do Fed costumam influenciar o apetite global por risco, com efeito sobre Bitcoin, outras criptomoedas e também o câmbio frente ao real.

Em números: entre as maiores criptomoedas, o Ethereum (ETH) subia 1,81%, para US$ 1.899,93 (aprox. R$ 11 mil). O XRP avançava 1,43%, a US$ 1,04 (aprox. R$ 6,03), enquanto a Dogecoin (DOGE) ganhava 0,91%, para US$ 0,06898 (aprox. R$ 0,40). No acumulado do ano, o BTC mostrava alta de 26,25%.