Os rendimentos dos títulos globais atingiram máximas de várias décadas nesta terça-feira, com pressão forte sobre papéis soberanos de longo prazo. Nesse ambiente, o Bitcoin ficou estável perto de US$ 78 mil (aprox. R$ 452 mil).

No Japão, o rendimento dos JGBs de 10 anos subiu ao maior nível em 30 anos. Já os títulos globais de longo prazo chegaram ao patamar mais alto desde a crise financeira de 2008.

A movimentação veio poucos dias depois de o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciar que o tamanho máximo das operações de recompra de dívida vai subir para US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23,2 bilhões) a partir de setembro. Embora o Tesouro não defina a política monetária, parte do mercado viu a medida como algo próximo de um controle da curva de rendimento.

Para o investidor no Brasil, esse tipo de estresse em juros globais costuma mexer também com ativos de risco e com a leitura sobre dólar, real e exposição a cripto em corretoras locais.

A volta da narrativa de desvalorização ganhou força entre investidores de Bitcoin e metais preciosos. O cenário também reforça a atenção para a volatilidade, porque movimentos assim costumam vir com pressão de venda em ativos especulativos e podem acelerar perdas rápidas.