O Bitcoin (BTC) acumula alta de 9,3% em julho e caminha para registrar seu primeiro ganho mensal desde abril. Ainda assim, a recuperação acontece com pouco apoio da atividade do mercado: o volume à vista caiu para níveis vistos pela última vez há anos, e a demanda institucional perdeu força ao longo do mês.

No momento da apuração, o BTC era negociado perto de US$ 64.058 (aprox. R$ 355 mil), com alta de 0,58% em 24 horas. O mês começou próximo de US$ 58 mil (aprox. R$ 322 mil), faixa que marcou a mínima de julho.

O que aconteceu: dados da K33 Research mostram média diária de volume à vista em torno de US$ 2,2 bilhões (aprox. R$ 12,2 bi) em julho. A Glassnode aponta que, ao medir esse fluxo em quantidade de moedas e não em dólar, o volume está no menor patamar desde 2019. Para o analista Darkfost, o volume à vista do Bitcoin caiu mais de 75% em relação ao fim de 2024.

Em números: na Binance, o volume somou pouco mais de US$ 35 bilhões (aprox. R$ 194 bi) em julho, abaixo dos US$ 246 bilhões (aprox. R$ 1,36 tri) registrados em novembro de 2024. No mesmo intervalo, os volumes recuaram 85% na Bybit, 67% na OKX e 61% na Coinbase. Já o open interest da CME (total de contratos futuros em aberto) segue perto das mínimas de vários anos, enquanto os futuros perpétuos se mantêm estáveis em cerca de 300 mil BTC.

Os fluxos para exchanges também não mostram um mercado pressionado para vender nem correndo para retirar moedas. As entradas giram em torno de 60 mil BTC na média de 30 dias, o equivalente a 76% da média anual de cerca de 79 mil BTC. Há um ano, esse fluxo estava perto de . O saldo líquido entre depósitos e saques está em cerca de , depois de um pequeno resultado positivo na semana anterior.