O bitcoin avançou de forma moderada nesta quarta-feira (2) e foi negociado perto de US$ 77 mil, em um pregão marcado por cautela. O mercado segue sem novos gatilhos relevantes para as criptomoedas e de olho nos riscos inflacionários e nos juros altos.
Por volta das 16h, em Brasília, o BTC subia 0,30%, a US$ 77.358,09 (aprox. R$ 423,1 mil), segundo a Binance. O ETH caía 0,81%, a US$ 2.394,17 (aprox. R$ 13,1 mil).
A pressão também veio da alta nos rendimentos dos Treasuries, que afetou ativos usados como reserva de valor, caso de ouro e bitcoin. No mercado, esse período de setembro é às vezes chamado de “Rektember”, numa referência à fraqueza recorrente do mês para o BTC, embora os preços tenham oscilado dentro de uma faixa limitada nos últimos anos, de acordo com dados do CoinMarketCap.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, isso importa porque variações no BTC e no ETH acabam chegando às corretoras locais em real, com impacto direto no preço final e na volatilidade que você vê na tela.
Segundo Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, o próximo ponto de atenção fica perto de US$ 75 mil. Em uma correção mais forte, a média móvel de 200 dias, entre US$ 69 mil e US$ 70 mil, aparece como suporte. Ele também citou a alta do petróleo, a piora das tensões entre EUA e Irã, juros longos americanos em alta, saídas em ETFs e a dificuldade de sustentar os US$ 80 mil.
Fontes disse ainda que o movimento recente precisa ser lido em contexto: o bitcoin saiu de cerca de US$ 63 mil para US$ 81 mil, alta superior a 28%. Nesse tipo de avanço, uma correção costuma acontecer.


