Eric Crown diz que o mercado de baixa do Bitcoin chegou ao fim depois de o BTC fechar agosto em US$ 78.581 (aprox. R$ 432 mil), acima do nível que ele usava como confirmação. No momento citado, a moeda era negociada perto de US$ 77.341 (aprox. R$ 425 mil), com queda de 1,9% em 24 horas.

O analista esperava que o mês terminasse acima de US$ 65.708 para sinalizar uma reversão macroeconômica. Com o fechamento de agosto acima desse patamar, ele passou a considerar maior a chance de alta do que de queda para o BTC, embora ressalte que trabalha com probabilidades, não com certezas.

Setembro, na leitura dele, tende a ser um mês de pouca direção. Crown afirma que o histórico do período aponta para movimentos menores, com uma fraqueza inicial e depois melhora na segunda metade do mês. Entre os gatilhos que ele acompanha estão a reunião do Federal Reserve, dados econômicos e o vencimento quádruplo dos mercados futuros.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, isso ajuda a explicar por que o BTC pode oscilar sem tendência clara antes de ganhar fôlego — e por que corretoras e exchanges locais costumam sentir mais volume quando o preço encosta em faixas de suporte.

Na leitura dele, a primeira correção pode levar o Bitcoin para a região da média móvel exponencial semanal de cinco períodos, a 5 EMA, hoje em US$ 73.294 (aprox. R$ 403 mil). O pior cenário citado seria a média de 21 períodos, em US$ 70.923 (aprox. R$ 390 mil). Crown diz que pretende comprar a primeira queda de setembro e aumentar posições de longo prazo, sem operar movimentos curtos.