O Bitcoin (BTC) começou setembro de 2026 em baixa de 1% e voltou a ser negociado abaixo de US$ 78 mil (aprox. R$ 433 mil). O movimento veio depois de um agosto muito forte, quando a moeda subiu cerca de 25%.
Setembro costuma ser um mês difícil para o BTC. Desde 2013, a média do período é de perda perto de 3%, com apenas cinco fechamentos mensais positivos. Nos últimos três anos, porém, o ativo terminou setembro no azul.
A pressão veio também do mercado de juros. Após discurso em Jackson Hole, os títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos chegaram a 4,784%, e os mercados passaram a precificar 66% de chance de um aumento de 25 pontos-base na reunião do FOMC em 16 de setembro.
Com juros mais altos no radar, o dólar tende a ganhar força e os ativos de risco sentem o aperto. Ao mesmo tempo, o petróleo Brent passou de US$ 90 por barril (aprox. R$ 498,6) e o WTI chegou a US$ 88 (aprox. R$ 487,2), enquanto o ouro caiu mais de 2%.
Os traders agora observam US$ 75 mil e US$ 82 mil como faixas-chave até a decisão do FOMC. Para o investidor no Brasil, isso também mexe com a precificação em reais nas corretoras e com o humor do mercado local, que costuma acompanhar o risco global de perto.
No Brasil, essa combinação de juros americanos mais altos e BTC volátil costuma aparecer rápido no preço em reais e no apetite por risco nas corretoras.




