O Bitcoin (BTC) era negociado na faixa de US$ 64.463,95 (aprox. R$ 373,9 mil) na manhã desta quarta-feira (29), com alta de 1,7% em 24 horas, segundo dados da Coingecko. Apesar da reação no dia, a criptomoeda acumula queda de cerca de 2,2% em sete dias e ainda sustenta ganho próximo de 7% no intervalo de um mês.
O que aconteceu: o mercado de ativos digitais seguia próximo da estabilidade, com o foco voltado para a decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A expectativa predominante é de manutenção dos juros na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano pela quinta reunião seguida, embora parte do mercado ainda considere a possibilidade de alta.
Por que importa: juros mais altos nos Estados Unidos costumam reduzir o apelo de ativos mais voláteis, como as criptomoedas, porque os títulos de renda fixa do país passam a oferecer retornos mais competitivos. No radar dos investidores também estão os balanços do segundo trimestre de 2026 de Microsoft e Meta Platforms, além das preocupações renovadas com o aumento dos investimentos em IA (inteligência artificial), tema que tem influenciado o apetite por risco.
Também pesavam no humor do mercado a escalada das tensões no Oriente Médio, após novos ataques do Irã contra bases dos Estados Unidos, e o impasse regulatório em Washington. Na segunda-feira (27), o Senado dos EUA arquivou formalmente o Clarity Act, projeto que criaria regras federais para o setor de criptoativos, para priorizar outros textos. A expectativa era de votação antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 7 de agosto.
Em números: entre os principais criptoativos, o Ethereum (ETH) subia cerca de 1,8%, para US$ 1.914,55 (aprox. R$ 11,1 mil), enquanto a Solana (SOL) avançava 0,8%, a US$ 74,00 (aprox. R$ 429). No acumulado de sete dias, porém, recuava e caía .



