O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 64.180,52 (aprox. R$ 372 mil) na manhã desta terça-feira, com alta de 0,99% em 24 horas. O movimento veio num dia de cautela global, com avanço do petróleo, juros mais altos e bolsas em queda na Ásia, na Europa e nos futuros de Nova York.
O que aconteceu: os rendimentos dos títulos públicos subiram nas principais economias em meio ao aumento das tensões geopolíticas. Nos Estados Unidos, o Treasury de 30 anos chegou a 5,31%, maior nível desde 2007, enquanto o papel de 10 anos foi a 4,734%. Na Europa, o bund alemão de 10 anos avançou para 3,22%, no maior patamar desde maio de 2011.
Por que importa: juros longos mais altos costumam pressionar ativos de maior risco, como o BTC e outras criptomoedas. Neste momento, o mercado olha não só para os passos do Fed, mas também para o avanço dos custos de financiamento e dos prêmios de risco ao redor do mundo.
Entre as maiores criptomoedas, o desempenho era misto. O Ethereum (ETH) rondava US$ 1.898,01 (aprox. R$ 11 mil) com alta de 0,04% em 24 horas, enquanto a Solana (SOL) subia 1,15%, a US$ 76,20 (aprox. R$ 442). Já BNB, XRP e Dogecoin (DOGE) operavam no vermelho no mesmo intervalo.
Em números: os ETFs (fundos de índice) de criptomoedas registraram saídas líquidas semanais de cerca de US$ 90,55 milhões (aprox. R$ 525 milhões), entradas líquidas mensais de aproximadamente US$ 977 milhões (aprox. R$ 5,7 bi) e saídas líquidas trimestrais de cerca de US$ 5,406 bilhões (aprox. R$ 31,4 bi). O quadro sugere fluxo fragmentado no curto prazo, o que tende a deixar os preços mais estáveis até a entrada de uma nova leva de recursos.




