O Bitcoin sentiu uma saída de cerca de US$ 390 milhões dos ETFs à vista na semana até 14 de agosto. Mesmo assim, o preço ficou perto de US$ 63.500.
O que aconteceu:
- O Brent voltou para acima de US$ 88 por barril na semana até 15 de agosto, alta de mais de 5%.
- O bloqueio no Estreito de Hormuz manteve pressão sobre petróleo, fertilizantes e alimentos.
- O JPMorgan ligou esse aperto à inflação e ao impacto sobre ativos de risco, como o BTC.
Por que importa: Com energia e alimentos mais caros, o Federal Reserve tem mais espaço para manter juros altos. Juros elevados tiram fôlego da liquidez que costuma sustentar mercados mais arriscados, incluindo criptomoedas.
As “baleias” do Bitcoin, carteiras com mais de 1.000 BTC, começaram a reduzir posição antes dos fundos. Segundo a Glassnode, esse grupo atingiu o pico de 1.963 endereços em 31 de julho e depois passou a recuar ao longo de agosto.
Para o investidor brasileiro, o ponto principal é que choque de petróleo e juros altos nos EUA costumam apertar o apetite por risco também em cripto, inclusive quando a cotação em dólar fica estável.
Os ETFs de Bitcoin à vista seguiram a mesma direção. Na semana até 14 de agosto, a saída líquida foi de cerca de US$ 390 milhões, depois de entrada de US$ 853 milhões na semana anterior. O maior peso veio do fundo da Fidelity, com US$ 153 milhões em saídas.
O histórico mostra que choques geopolíticos nem sempre derrubam o BTC por muito tempo. Em , após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o Bitcoin caiu cerca de em dois dias e depois recuperou em cinco semanas. Em , o conflito entre e teve pouco efeito.




