A Bitget Wallet afirmou que stablecoins e blockchain já oferecem uma alternativa para pagamentos internacionais com velocidade próxima à de sistemas instantâneos como o Pix. A defesa foi feita por Alvin Kan, COO da empresa, em painel no Blockchain.RIO, na quarta-feira (12).

O que aconteceu: Kan citou a América Latina como exemplo de região em que pagamentos instantâneos já fazem parte da rotina, mas disse que carteiras digitais ainda cobrem lacunas em operações com o exterior. Segundo ele, isso inclui pagamento de trabalhadores fora do país, remessas e reserva de valor em dólar em mercados como Argentina e Bolívia, onde as moedas locais sofrem desvalorização persistente.

Ao andar pelo Rio, vi como quase todo mundo usa o Pix. Fiquei fascinado como funciona”, disse Kan. Na sequência, afirmou que uma infraestrutura desse tipo seria desejável em mais países, mas que quem lida com serviços internacionais precisa de uma solução que unifique diferentes formas de pagamento.

Em números: a empresa diz permitir a conversão de mais de 100 moedas para stablecoins e manter parceria com mais de 300 bancos e 130 blockchains no mundo, com taxas zero ou reduzidas. Kan também citou o uso da carteira no Sudeste Asiático para evitar tarifas de cartão de crédito que podem chegar a 4% do valor de uma compra.

Além da carteira, a empresa apresentou a Onchain Payments Matrix, estrutura que conecta blockchains, emissores de stablecoins, redes de cartões e comerciantes para encaminhar transações e fazer a liquidação por canais globais e locais. Kan também destacou o programa de cartões Assetback, que oferece recompensas em Bitcoin, ouro tokenizado, ações listadas na Bolsa de Valores de Nova York ou stablecoins.

Para o leitor brasileiro, o recado é simples: o continua sendo referência em pagamentos locais, mas empresas do setor cripto tentam usar para cobrir transferências internacionais, remessas e conversões entre moedas que o sistema doméstico não resolve sozinho.