A rotação clássica do mercado cripto — com alta do Bitcoin (BTC), depois do Ether (ETH) e, na sequência, de quase todas as altcoins — ficou mais difícil de se repetir. A avaliação é de Alvin Kan, COO da Bitget Wallet, que vê uma nova fase marcada por movimentos mais curtos e seletivos.

O que aconteceu: Em entrevista no primeiro dia do Blockchain Rio, Kan disse que a institucionalização do BTC, a proliferação de novos tokens e a fragmentação da liquidez mudaram a dinâmica dos ciclos anteriores. Na prática, isso reduz espaço para uma “altseason” ampla, em que boa parte das criptomoedas sobe ao mesmo tempo.

Por que importa: Na leitura do executivo, as stablecoins devem assumir um papel central como infraestrutura de pagamentos, enquanto a tokenização de ativos tradicionais ainda tem espaço para amadurecer. Já as carteiras de autocustódia (quando você mesmo guarda e controla suas chaves de acesso) aparecem como peça relevante nessa evolução da infraestrutura baseada em blockchain.

Para o leitor brasileiro, esse debate ajuda a entender para onde o mercado pode caminhar além da especulação: pagamentos com stablecoins, custódia própria e ativos tokenizados podem ganhar espaço também nas plataformas usadas no Brasil.

Kan também apontou que o capital institucional está mais concentrado em produtos ligados ao Bitcoin, ao mesmo tempo em que um número cada vez maior de tokens disputa a mesma liquidez. Esse cenário, segundo ele, ajuda a explicar por que os ciclos recentes ficaram menos previsíveis e mais fragmentados.