Harry Yeh, investidor chinês ligado ao setor de criptomoedas, morreu na madrugada de sexta-feira (7) em Assunção, no Paraguai. Segundo relatos da imprensa local, o corpo foi encontrado por volta das 4h30, após uma ligação às autoridades.

O que aconteceu: Yeh teria caído do 30º andar do prédio onde morava, na Rua Congresso de Colombia. No apartamento, a polícia encontrou as portas abertas e o interior revirado. Nenhuma outra pessoa estava no imóvel no momento da apuração.

Quem era: Em seu site, Yeh se apresentava como fundador do Quantum Fintech Group (QFG) e dizia que sua empresa e parceiros administravam mais de US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi) em ativos. Nas redes sociais, integrantes da comunidade cripto afirmam que ele investia em Bitcoin (BTC) desde 2013 e depois passou a divulgar outras criptomoedas.

A polícia também procurou uma brasileira identificada como Isadora, apontada como namorada do investidor e moradora do 27º andar do mesmo edifício. Segundo o relato divulgado, ela disse que não sabia do ocorrido. Cory Klippsten, fundador da Swan, afirmou que as autoridades trabalham com várias hipóteses, entre elas acidente, suicídio ou participação de terceiros.

Para o leitor brasileiro, o caso chama atenção porque envolve uma brasileira citada na investigação e reforça o aumento da exposição pública de nomes do mercado cripto na América do Sul.

A morte de Yeh levou usuários das redes sociais a relembrar outros casos envolvendo nomes conhecidos do setor, como Gerald Cotten, da QuadrigaCX, Mircea Popescu, Nikolai Mushegian, da MakerDAO, e Tiantian Kullander. Também voltaram a circular menções a ataques físicos contra executivos e investidores de criptomoedas nos últimos anos.