A blockchain já está sendo usada na infraestrutura de bancos, mercados financeiros e serviços públicos, segundo Daniela Barbosa, diretora-executiva da LF Decentralized Trust, organização ligada à Linux Foundation. A executiva disse, durante o primeiro dia da Blockchain Rio, que a tecnologia deixou de ficar restrita a pilotos e testes em várias frentes.

O que aconteceu: Barbosa afirmou que plataformas de DLT (tecnologia de registro distribuído, uma base de dados compartilhada entre várias partes) desenvolvidas no ecossistema da LF Decentralized Trust já processam bilhões de dólares em operações comerciais. Ela também citou o avanço da adoção institucional por nomes como Swift e DTCC.

No Brasil, segundo a executiva, o Hyperledger Fabric já faz parte de serviços do governo, incluindo sistemas ligados à emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Exemplo prático: Barbosa apontou o Citi Token Services como um caso dessa transição. O serviço roda desde 2024 em uma plataforma baseada no Hyperledger Besu e, de acordo com ela, passou recentemente a executar pagamentos internacionais com o Siam Commercial Bank.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: a blockchain já aparece em serviços financeiros e até em sistemas públicos usados no dia a dia, sem ficar limitada ao mercado de criptoativos.