O Blockchain.RIO 2026 vai reunir 13 trilhas de conteúdo em sua programação principal para discutir como blockchain, stablecoins, regulação e infraestrutura bancária estão entrando no centro do debate sobre finanças digitais na América Latina. O evento principal está marcado para os dias 12 e 13 de agosto de 2026, no ExpoRio, no Rio de Janeiro.

O que aconteceu: A organização da 5ª edição detalhou uma agenda voltada a temas como tokenização (transformação de ativos em versões digitais negociáveis), stablecoins (criptomoedas pareadas a moedas tradicionais), pagamentos globais, ativos digitais institucionais, inteligência artificial, código aberto e empreendedorismo. A proposta, segundo a curadoria, é aproximar discussões regulatórias e financeiras de usos concretos da tecnologia em empresas, governo e mercado.

Trilhas em destaque: Entre os eixos anunciados estão Global Finance, em parceria com a ABRACAM, para tratar de transações internacionais, pagamentos digitais e o papel das stablecoins; Regulation Rocks, liderada pela FENASBAC, com foco em sandboxes regulatórios; e CRIA, ligado ao centro de regulação e inovação aplicada da CVM. A programação também inclui StableCon Brazil, Blockchain Insights, Crypto Summit, Criptorama, Trends, AI Frontiers, LFDT, Fórum Latam, trilha SEBRAE e o novo Fórum Blockchain Academia x Indústria.

Para o leitor brasileiro, o peso está na presença de instituições ligadas a regulação, mercado financeiro e pequenos negócios, num momento em que o país discute o uso de ativos digitais dentro de estruturas mais formais.

Francisco Carvalho, fundador e CEO do Blockchain.RIO, afirmou que a curadoria foi desenhada para refletir a maturidade do ecossistema e ajudar a definir os temas que devem orientar o futuro das finanças digitais na região. Em outra declaração, ele disse que a blockchain deixou de ser uma pauta isolada de tecnologia e passou a ocupar uma agenda central de infraestrutura financeira, regulação, inovação e competitividade.