O BMIC apresentou sua proposta como uma carteira cripto com proteção pós-quântica apoiada por IA. Segundo o projeto, a solução foi desenhada para enfrentar o chamado “Dia Q”, cenário em que computadores quânticos seriam capazes de comprometer a criptografia hoje usada por carteiras populares baseadas em ECC, como MetaMask, Trust Wallet e Ledger.
De acordo com o material divulgado, a carteira usa contas inteligentes ERC-4337 combinadas com algoritmos pós-quânticos aprovados pelo NIST da família CRYSTALS. O projeto afirma ainda que emprega assinaturas híbridas e roteamento privado em L2 para evitar a exposição de chaves públicas na blockchain, reduzindo o risco associado à estratégia conhecida como harvest-now-decrypt-later. Uma demonstração pública da tecnologia foi disponibilizada em bmic.ai/quantum-demo.
Pré-venda e tokenomics
A pré-venda do token $BMIC está ativa na rede Ethereum e, segundo o conteúdo de divulgação, a captação se aproxima de US$ 600 mil. O fornecimento total foi fixado em 1,5 bilhão de tokens, sem inflação adicional, sendo 750 milhões destinados à pré-venda e liberados integralmente no TGE.
- Preço atual informado: US$ 0,0521787 por token
- Faixa dinâmica da pré-venda: de US$ 0,048485 a US$ 0,058182
- Estrutura de venda: 50 níveis de preço
- Meios de pagamento citados: ETH, USDT, USDC, cartões, Apple Pay e Google Pay
O material também descreve um modelo de escassez com diferentes mecanismos: queima de tokens para geração de Créditos de Computação (BCC), destruição permanente de parte do BMIC gasto em serviços e staking por instituições e operadores de nós. No cronograma informado, a versão alpha da carteira está prevista para 2026, enquanto a mainnet aparece projetada para 2028.
Para o leitor brasileiro, trata-se de um projeto ainda em pré-venda e fora do ambiente regulado localmente, o que exige atenção redobrada a riscos, custódia e eventual tratamento tributário sobre criptoativos.




