A Bolívia estuda incorporar o USDT, stablecoin da Tether, ao sistema nacional de pagamentos. A proposta surge num momento de escassez de dólares no país e pode abrir espaço para que o ativo circule ao lado do boliviano e do dólar americano.

O que aconteceu: O ministro da Economia e Finanças Públicas, José Gabriel Espinoza, disse em coletiva de imprensa na segunda-feira que o governo avalia um marco regulatório para que o USDT funcione “como apenas mais uma moeda” dentro da economia boliviana.

Como funcionaria: Se a medida avançar, o USDT poderá ser reconhecido para transações do dia a dia, como pagamentos, poupança e operações comerciais. Na prática, isso reduziria a dependência de dinheiro em espécie e do sistema bancário tradicional.

Por que importa: A iniciativa pode se tornar um dos movimentos mais relevantes de adoção de stablecoins na América Latina. Stablecoin é um criptoativo que busca manter preço estável, normalmente atrelado ao dólar.

Para o leitor brasileiro, o caso mostra como moedas digitais pareadas ao dólar podem ganhar espaço em países com escassez de divisa americana, tema que também costuma entrar no debate sobre regulação de criptoativos na região.