Investidores brasileiros estão entre os mais afetados pela vulnerabilidade que atingiu carteiras Coldcard, segundo um mapa divulgado pela Chainalysis. A empresa estima que as perdas globais ultrapassem US$ 110 milhões (aprox. R$ 638 milhões).
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O que aconteceu: A Coldcard voltou a pedir que os usuários transfiram os fundos para endereços seguros. A falha estava no gerador de frases-semente, conjunto de palavras usado para recuperar uma carteira, e não nas demais funções do dispositivo.
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Países mais afetados: Canadá, Austrália e Estados Unidos aparecem no topo do levantamento. O Canadá concentra cerca de 25% das perdas atribuídas, enquanto investidores da Tailândia, do Brasil, do Chile e do Reino Unido também estão entre os mais atingidos.
Usuários brasileiros que utilizam Coldcard precisam acompanhar as orientações da fabricante e verificar se a frase-semente foi criada pelo método afetado.
A fabricante Coinkite, sediada no Canadá, publicou um histórico de incidentes envolvendo suas carteiras. A Chainalysis ainda não explicou como distribuiu as perdas entre os países e pode divulgar mais detalhes em um estudo posterior.
A Coreia do Sul aparece entre os países menos afetados. Segundo o desenvolvedor Jimmy Song, muitos usuários sul-coreanos geravam suas frases-semente com lançamentos de dados, em vez de usar o gerador vulnerável. A prática também é associada ao uso de autocustódia, carteiras de hardware e dispositivos air-gapped, que não ficam conectados a redes durante determinadas operações de segurança.




