O mercado de ativos tokenizados pode alcançar entre US$ 14 trilhões e US$ 16 trilhões até 2030, de acordo com estimativas do Boston Consulting Group citadas pela BitGo. A própria empresa diz que o valor de títulos tokenizados em circulação nas redes blockchain superou US$ 12,8 bilhões em abril de 2026.

Na América Latina, países como Brasil, Argentina, Colômbia e Paraguai vêm montando estruturas regulatórias e tecnológicas para emissões digitais. No Brasil, o volume de tokens ligados a ativos do mundo real teria ultrapassado R$ 1,5 bilhão depois de crescer 1.134% em um ano.

Para o leitor brasileiro, isso aponta para uma disputa por infraestrutura regulada de custódia (guarda dos ativos), um ponto que pode influenciar a forma como esses produtos chegam ao mercado local.

“Os títulos tokenizados não representam o futuro do mercado cripto para o dia a dia; eles já são o presente do mercado institucional”, disse Luis Ayala, gerente-geral da BitGo para a América Latina. Ele acrescentou que os países que estruturarem desde o início uma infraestrutura regulada de custódia serão os que definirão as regras do jogo.