O BTG Pactual publicou um estudo nesta segunda-feira (24) sobre as tendências de DeFi (finanças descentralizadas) no primeiro semestre de 2026. O levantamento mostra retração ampla em empréstimos, corretoras descentralizadas e parte dos tokens ligados ao setor.
No segmento de empréstimos on-chain (empréstimos feitos na própria blockchain), os principais protocolos registraram queda de 40,6% nos depósitos, que passaram de US$ 61,3 bilhões (aprox. R$ 346,3 bi) em janeiro para US$ 36,4 bilhões (aprox. R$ 205,7 bi) em junho. Os empréstimos ativos também encolheram de US$ 39,6 bilhões (aprox. R$ 223,7 bi) para US$ 23,8 bilhões (aprox. R$ 134,4 bi), recuo de 39,9%.
O estudo, assinado por Matheus Parizotto (CNPI-P) e Vinícius Bitelo, analisou Aave, Morpho, Maple, Spark, Kamino, Fluid, Compound e Euler. A leitura dos analistas é que a fraqueza do mercado cripto pesou sobre a demanda por esses produtos.
Nas corretoras descentralizadas, ou DEXs (plataformas de negociação sem intermediário tradicional), a Uniswap seguiu na liderança com 36% do volume, mas o giro total caiu de US$ 7,8 bilhões (aprox. R$ 44,1 bi) para US$ 4,3 bilhões (aprox. R$ 24,3 bi) entre janeiro e junho, uma baixa de 45%. O token UNI caiu 52% no período, enquanto Orca (6%) e Aerodrome (2%) tiveram alta nos seus próprios tokens, mesmo com recuo nas taxas das corretoras.
Para o investidor no Brasil, o quadro reforça que esse pedaço do mercado continua sujeito a volatilidade forte e a ciclos rápidos de euforia e queda, inclusive em ativos negociados por corretoras globais acessíveis daqui.
Em derivativos descentralizados, a Hyperliquid apareceu como destaque ao ultrapassar US$ 1 trilhão em negociação. O material cita ainda que, durante a guerra entre Israel e Irã em 2026, o petróleo foi negociado em volume elevado na plataforma nos fins de semana, quando o mercado tradicional estava fechado. Mesmo assim, o setor de futuros caiu apenas no semestre.




