O mercado de finanças descentralizadas fechou o primeiro semestre de 2026 em retração, segundo relatório do BTG Pactual. A queda foi puxada por empréstimos, corretoras descentralizadas e staking, em um período de desaquecimento mais amplo no setor.
Nos empréstimos onchain, o valor total depositado caiu de US$ 61,3 bilhões (aprox. R$ 356,5 bi) para US$ 36,4 bilhões (aprox. R$ 211,7 bi), recuo de 40,6%. Os empréstimos ativos também encolheram, de US$ 39,6 bilhões para US$ 23,8 bilhões, queda de 39,9%.
A Aave segue como maior protocolo do segmento, com US$ 10 bilhões em empréstimos ativos em junho, mas o semestre foi fraco: a atividade caiu 54% e o token recuou 43%. A Morpho destoou do resto do mercado, com alta de 10% nos empréstimos ativos e valorização de 72% no token.
As DEX, corretoras descentralizadas que operam sem empresa central, também perderam fôlego. O volume mensal caiu de US$ 7,8 bilhões (aprox. R$ 45,4 bi) para US$ 4,3 bilhões (aprox. R$ 25,0 bi), baixa de 45%. A Uniswap manteve a liderança, com cerca de 36% do mercado e US$ 285,4 bilhões negociados no semestre.
Para quem acompanha cripto no Brasil, o sinal é claro: quando o risco some dessas plataformas, a liquidez também encolhe, e isso costuma aparecer primeiro nos ativos mais voláteis.
No outro extremo, os derivativos resistiram melhor. O volume em contratos futuros perpétuos caiu 37%, mas a Hyperliquid fechou o semestre com US$ 1,23 trilhão (aprox. R$ 7,1 tri) negociados, e o token avançou 168%. Já o único segmento em expansão foi o de opções, que dobrou de tamanho e chegou a (aprox. ) em junho.




