A Bull levantou R$ 20 milhões em uma rodada seed para acelerar sua plataforma de crédito. O aporte foi liderado por Maya e Caravela, com participação da Canary.
Hoje a empresa trabalha com crédito consignado privado (empréstimo com desconto direto na folha de pagamento) e atende mais de 20 clientes, entre eles RecargaPay, Ng.Cash, C&A e Pernambucanas. A fintech diz que a operação começou a ganhar tração após sair do MVP, a versão mínima de um produto usada para validar a demanda.
A empresa foi fundada em 2025 por Juliana Freitas e José Pires Neto, ex-fundadores da FortBrasil. Segundo a fintech, a operação está em São Paulo e a estrutura atual tem 40 profissionais. A meta é chegar a R$ 1 bilhão em crédito originado em 2026 e R$ 10 bilhões em cinco anos.
Os recursos da rodada devem ir para inteligência artificial, fundação de dados, cibersegurança e automação de processos. O time também avalia novas frentes, como crédito colateralizado e antecipação de recebíveis.
Para o leitor no Brasil, a expansão desse tipo de plataforma acompanha a disputa por crédito mais barato para quem tem carteira assinada, num mercado que já movimentou mais de R$ 131 bilhões desde março de 2025.
O consignado privado ganhou espaço com o programa Crédito do Trabalhador, que já beneficiou mais de 9 milhões de pessoas, segundo o Ministério do Trabalho. A Bull quer crescer em cima desse movimento e, depois, usar a mesma estrutura para lançar novos produtos.




