A Caixa Econômica Federal abriu licitação para contratar uma empresa capaz de desenvolver e sustentar uma plataforma com tecnologia blockchain para a sua Plataforma de Ativos de Sustentabilidade. O contrato previsto no edital tem duração de 24 meses e inclui serviços contínuos de suporte tecnológico.
O que aconteceu: o projeto prevê a criação de sistemas integrados em uma rede permissionada (modelo em que o acesso aos dados é restrito a participantes autorizados). A empresa vencedora também terá de implantar o sistema no ambiente de produção do banco e cuidar da evolução e da expansão das funções das aplicações financeiras.
Como funciona: o edital exige fornecedores com experiência prática em registros distribuídos (base de dados compartilhada entre vários participantes da rede). Esse conhecimento será necessário para manter em operação o ambiente desenhado para rodar os nós da CEF.
Prazos: o credenciamento das interessadas deve ser feito até 1º/9, com encerramento às 11h, no horário de Brasília. Já a etapa de envio dos lances financeiros está marcada para 3/9, a partir das 14h, no portal oficial de contratações do governo.
Para o leitor brasileiro, o projeto mostra um uso de blockchain fora das criptomoedas, em uma estrutura fechada e controlada por uma instituição pública.
A proposta está ligada à estruturação de negócios voltados à preservação ecológica e sustentável. Nesse modelo, o controle dos servidores fica nas mãos de agentes autorizados pela própria Caixa, em um ambiente fechado, diferente das blockchains públicas usadas por criptomoedas como o Bitcoin.




