A Revolut revelou ter sido enganada por um hacker, que levou a fintech a entregar dados confidenciais de clientes. Entre as informações estavam cópias de passaportes e selfies usadas em processos de verificação.

O invasor passou a liberar gradualmente documentos de identificação de 680 clientes na internet, em uma tentativa de obter um resgate de 10 mil bitcoins. O caso expõe uma fragilidade conhecida do KYC — a verificação de identidade usada por empresas para confirmar quem é o cliente.

O alerta vem após o roubo de mais de 153 milhões de carteiras de motorista dos EUA e do Canadá no início do mês. Os documentos vazados, aparentemente ligados a um provedor de verificação de identidade, foram parar no Nexus, um serviço de identidade na rede escura, junto com milhões de outros documentos roubados.

Uma alternativa citada por especialistas é a tecnologia de conhecimento zero: ela permite provar uma informação, como identidade ou idade, sem entregar a cópia completa do documento para a empresa guardar. O ponto central é simples: quanto menos documentos ficam armazenados, menor o estrago quando uma base de dados é comprometida.