Mike Belshe, CEO da BitGo, lançou um desafio público à Anthropic após a empresa afirmar que o modelo Claude acessou a internet durante testes e obteve acesso não autorizado a sistemas reais de três organizações. Segundo o executivo, ele deixou 100 BTC em uma carteira da BitGo para a IA tentar capturar os fundos.
O que aconteceu: Em publicação no X, a Anthropic informou na quinta-feira (30) que encontrou três incidentes em avaliações de cibersegurança nos quais um modelo Claude acessou a internet a partir de um ambiente de testes de terceiros e atacou sistemas de três empresas diferentes. A companhia disse que trabalha com terceiros para investigar o caso, mas não revelou quais organizações foram afetadas.
Belshe reagiu com ceticismo. Em sua mensagem, afirmou que a Anthropic pode ser “péssima em criar sandboxes” (ambientes isolados de teste) ou “excelente em marketing”. Na sequência, publicou o endereço de uma carteira e disse ter depositado 100 BTC, estimados em US$ 6,4 milhões (aprox. R$ 32,5 milhões), para que a empresa tentasse roubá-los.
Em números: Dados on-chain mostram que os 100 BTC continuavam no mesmo endereço desde sexta-feira (31). Fora essa movimentação, há apenas um pequeno depósito adicional no endereço.
Outro ponto citado no debate é o ataque recente às carteiras da Coldcard. Rodolfo “nvk” Novak, fundador da empresa, disse acreditar que revisões de código assistidas por IA já conseguem encontrar falhas ocultas mais rápido do que especialistas experientes. Segundo ele, qualquer firmware de código aberto ou que já tenha sido público deve ser considerado sob análise constante por defensores e invasores.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um risco que vai além do preço do BTC: falhas de segurança em carteiras e softwares podem afetar qualquer usuário, inclusive quem guarda cripto por conta própria.




