O CEO da Strategy, Phong Le, defendeu a venda de 6.916 BTC feita entre o fim de junho e meados de agosto, mesmo depois de a empresa recomprar parte das moedas a um preço cerca de 30% maior. Em entrevista à Bloomberg Crypto na quarta-feira (2), ele disse que a operação teve relação com financiamento e estrutura de capital, não com tentativa de acertar o mercado.
Segundo Le, a companhia vendeu os bitcoins a um preço médio ponderado de cerca de US$ 62,2 mil (aprox. R$ 337 mil) para financiar os dividendos da STRC. Depois, na semana passada, recomprou 4.603 BTC a um preço médio de US$ 80.318 (aprox. R$ 435 mil), em uma operação de US$ 369,7 milhões (aprox. R$ 2 bi).
A recompra foi bancária com a venda de ações da MSTR, o que elevou as reservas da empresa para 845.050 BTC, avaliadas em cerca de US$ 65,4 bilhões (aprox. R$ 354,4 bi). “Naquele momento, foi a decisão certa vender Bitcoin para financiar os dividendos da STRC”, disse Le. “Neste momento, é a decisão certa vender MSTR com ágio para comprar Bitcoin.”
Le também afirmou que a Strategy passou os últimos dois meses fortalecendo o balanço. De acordo com ele, a empresa elevou seus ativos para US$ 72 bilhões (aprox. R$ 390,2 bi) — sendo US$ 65 bilhões (aprox. R$ 352,7 bi) em bitcoin e cerca de US$ 7 bilhões (aprox. R$ 38 bi) em reservas em dólar — e reduziu a dívida líquida de aproximadamente US$ 7 bilhões (aprox. R$ 38 bi) para zero.
Para o leitor no Brasil, o caso mostra como empresas listadas podem tratar BTC como ativo de tesouraria, mas com decisões ligadas a caixa, dívida e emissão de ações — não só à direção do preço.




