Os ETFs e outros produtos de investimento em cripto deixaram de funcionar como um termômetro de alta quase automática da demanda. Em 2026, os fluxos passaram a oscilar mais: houve oito semanas consecutivas de saques, com retirada total de US$ 8 bilhões (aprox. R$ 44 bi), antes de uma retomada em julho e no começo de agosto.
Até 7 de agosto, esses produtos somavam cinco semanas seguidas de entradas, incluindo cerca de US$ 1,05 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi) na primeira semana de agosto. Nos ETFs de Bitcoin à vista dos EUA, o movimento foi parecido: entradas de cerca de US$ 865 milhões (aprox. R$ 4,8 bi) entre 3 e 7 de agosto, seguidas por resgates líquidos de aproximadamente US$ 198 milhões (aprox. R$ 1,1 bi) entre 10 e 12 de agosto.
Yves Renno, da Wirex, avalia que o mercado vive uma retração, não um abandono. Para ele, os resgates representam uma correção depois da forte acumulação vista desde 2024. Os dados recentes ajudam a sustentar essa leitura: em julho, os ETFs de Bitcoin tiveram cerca de US$ 403 milhões (aprox. R$ 2,2 bi) em entradas líquidas no mês, enquanto os produtos de Ethereum captaram por volta de US$ 359 milhões (aprox. R$ 2 bi).
Estudos citados no debate mostram que os fluxos desses fundos já têm efeito mensurável sobre o preço do BTC. Um levantamento publicado em abril de 2026 concluiu que um fluxo líquido de US$ 100 milhões (aprox. R$ 550 mi) nos cinco maiores ETFs de Bitcoin à vista dos EUA esteve ligado a cerca de 53 pontos-base de retorno diário do ativo no mesmo dia. O mesmo estudo apontou que os fluxos explicaram cerca de 21% da variação diária dos retornos no período analisado.
Para o investidor no Brasil, isso ajuda a entender por que o preço do pode reagir rapidamente a entradas e saídas em produtos listados nos EUA, mesmo quando a negociação acontece em corretoras locais e em .




