David Solomon, presidente e CEO do Goldman Sachs, declarou apoio à Lei CLARITY, projeto que está em análise no Senado dos EUA para estabelecer um marco regulatório para o mercado de criptoativos. Para ele, o texto tem falhas, mas ainda assim merece avançar.
O que aconteceu: Segundo reportagem da Politico publicada na quinta-feira, Solomon afirmou que a proposta “não é perfeita”, porém é necessária para criar “condições equitativas” e ampliar a estabilidade do mercado. Na avaliação do executivo, esse ambiente regulatório também ajudaria o setor a se desenvolver de forma adequada.
Por que importa: Solomon se diferencia de outros chefes de grandes instituições financeiras que resistem ao projeto. Parte do setor vê problema no fato de a lei permitir que empresas de criptomoedas ofereçam juros ou rendimentos a usuários de stablecoins (criptomoedas atreladas a ativos, como o dólar) fora das regras tradicionais aplicadas a instituições financeiras.
Para o leitor brasileiro, o debate nos EUA ajuda a mostrar como grandes mercados ainda tentam definir regras para cripto, tema que também afeta corretoras, emissores e a discussão regulatória em outros países.
A declaração de Solomon resume a posição dele sobre o texto: a Lei CLARITY, “como toda legislação”, não seria perfeita, mas teria um papel central ao estabelecer bases mais equilibradas para o funcionamento desse mercado.




