A Chainalysis identificou um salto de 420% em malware onchain, prática que usa blockchains para apoiar operações de software malicioso. O movimento foi associado a hackers estatais.

Segundo a empresa, grupos ligados à Coreia do Norte recorreram a Tron, Aptos e BNB Chain para manter infraestrutura de malware (programas criados para invadir, roubar dados ou causar dano). Em outro caso, atores suspeitos de ligação com o Irã teriam embutido instruções dentro de transações de Bitcoin.

O uso de redes públicas nesse tipo de operação chama atenção porque blockchains foram desenhadas para registrar dados de forma aberta e permanente. Isso também pode ser explorado por atacantes para distribuir comandos ou manter partes de uma infraestrutura maliciosa difíceis de apagar.

Para quem usa cripto no Brasil, o caso reforça que o risco não está só em preço ou golpe de investimento: segurança digital também entra na conta ao interagir com carteiras, redes e aplicativos onchain.