O uso de blockchains públicas para guardar instruções de malware subiu 420% nos últimos 12 meses, segundo relatório da Chainalysis. Malware é um programa feito para invadir, espionar ou controlar dispositivos sem autorização.
A empresa afirma que hackers ligados a Estados foram responsáveis por cerca de dois terços da nova atividade a cada trimestre. Entre os grupos identificados estão operadores ligados à Coreia do Norte e ao Irã.
No caso norte-coreano, a Chainalysis associou uma atividade antes sem atribuição ao UNC5342, grupo monitorado pelo Google Threat Intelligence. A operação usou Tron, Aptos e BNB Smart Chain (BSC) para manter partes da infraestrutura do ataque.
Segundo o relatório, ponteiros codificados em transações na Tron e na Aptos levavam dispositivos infectados à mesma transação na BSC. Essa transação guardava endereços de servidores criptografados e dados de configuração para conectar máquinas comprometidas a uma infraestrutura off-chain, ou seja, servidores fora da blockchain, usada para acesso remoto e roubo de dados.
A Chainalysis também citou atores suspeitos de ligação com o Irã que colocaram instruções em transações de Bitcoin. A técnica aproveita blockchains públicas, redes em que qualquer pessoa pode verificar transações, para esconder comandos e dificultar a remoção da infraestrutura usada nos ataques.




