O Senado dos Estados Unidos vota nesta terça-feira (15) se o Clarity Act avança na Casa. A decisão não encerra a tramitação, mas define se o projeto segue em debate ou é deixado de lado.

O texto tenta reorganizar a regulação de criptoativos nos EUA e mexe com corretoras, DeFi (serviços financeiros em blockchain, sem intermediário tradicional), stablecoins (tokens que buscam manter paridade com uma moeda, como o dólar), tokenização, criptomoedas menores e Bitcoin. Um dos pontos centrais é separar melhor o papel da SEC e da CFTC, duas agências que disputam espaço na supervisão do setor.

A votação ocorre com o mercado em queda. Nas últimas 24 horas, o Bitcoin recua 2,7%, enquanto Ethereum cai 3,1% e BNB perde 0,5%. Para continuar tramitando, o projeto precisa de pelo menos 60 votos; se não alcançar esse número, pode ficar travado e só voltar à pauta em 2027.

Na Polymarket, usuários reduziram a aposta de aprovação do projeto neste ano: a chance caiu de 31% na segunda-feira (14) para 14%. A resistência vem de diferentes frentes. Bancos argumentam que as stablecoins teriam vantagem competitiva por operar com exigências menores. A senadora Elizabeth Warren também tenta barrar o texto e critica possíveis ganhos de Donald Trump com cripto, citando US$ 1,4 bilhão (aprox. R$ 7,6 bi), além do projeto World Liberty Financial e da stablecoin USD1.

Do outro lado, a senadora Cynthia Lummis defende que o acordo já incorporou mais de 120 exigências dos democratas e passou por 126 mudanças substanciais. Ela também cita restrições éticas negociadas para autoridades federais, juízes e cônjuges. A proposta tem 635 páginas, contra 48 páginas do Genius Act, aprovado pelos republicanos em .