A Chainalysis informou nesta terça-feira (25) que a Operação Lighthouse identificou mais de 7.700 contas suspeitas e gerou mais de 14.300 pistas investigativas. Segundo a empresa, os alvos estavam ligados à distribuição e ao consumo de material de abuso sexual infantil.

A operação analisou 29.120 endereços de criptomoedas e mais de 100 plataformas, fóruns e redes de distribuição na internet aberta e na dark web. O trabalho contou com apoio de autoridades policiais, empresas privadas e investigadores de vários continentes.

Entre os parceiros citados estão Binance, Coinbase e Block, além de autoridades da Austrália, do Canadá e do Reino Unido. A Chainalysis disse que as investigações levaram à identificação de suspeitos em 125 países, incluindo 16 pessoas que já tinham passagem pela Justiça por crimes do tipo.

Para você no Brasil, o ponto central é que rastreamento em blockchain (registro público de transações) já é usado em investigações criminais internacionais, o que também pode alcançar fluxos ligados a corretoras e serviços que operam no país.

A Europol afirmou que serviços financeiros, sistemas de pagamento, redes sociais e plataformas de internet podem ser usados para cometer ou facilitar esses crimes. A Chainalysis espera que o caso resulte em prisões, processos judiciais e bloqueios de contas nos próximos meses.