A Chainalysis estima que criminosos já roubaram mais de US$ 30 milhões (aprox. R$ 174 milhões) de detentores de criptomoedas no primeiro semestre de 2026 em ataques físicos. Em 2025, esse prejuízo foi de US$ 58 milhões (aprox. R$ 336,4 milhões), e a empresa diz que 2026 caminha para ser um ano recorde em casos violentos ligados ao setor.
O que aconteceu: os chamados ataques de chave-inglesa envolvem ameaça física para forçar a entrega de criptoativos, incluindo sequestros, invasões domiciliares, tomada de reféns e outras agressões. Segundo a Chainalysis, mais da metade dos casos em 2026 foi de sequestro. Depois vêm invasão domiciliar (37%), outros ataques violentos (7%) e tomada de reféns (4%). A fatia de invasões a casas subiu de 14% em 2025 para 37% até a metade de 2026.
Em números: embora esse tipo de crime ainda mova menos dinheiro do que ataques de hackers, golpes e ransomware, a violência elevou o alerta. A Chainalysis compara os US$ 30 milhões (aprox. R$ 174 milhões) desses ataques com US$ 3,4 bilhões (aprox. R$ 19,7 bilhões) em hacks em 2025, US$ 17 bilhões (aprox. R$ 98,6 bilhões) em golpes e US$ 820 milhões (aprox. R$ 4,8 bilhões) em ransomware.
A França aparece como o país com mais episódios conhecidos publicamente no primeiro semestre de 2026, com 30 incidentes. O relatório também destaca EUA, Brasil e Tailândia. Em países com dados suficientes, a maioria das vítimas era moradora local: 100% na Suécia, 93% na França, 82% no Brasil e 77% nos .




