Cinco altcoins ganharam tração em agosto e chegam a setembro com gatilhos específicos no radar. Zcash, Monero, Hyperliquid, Uniswap e Solana avançaram após romper níveis importantes, mas nem todas têm o mesmo tipo de suporte para manter o movimento.

Zcash (ZEC) abriu a sequência mais chamativa. A moeda subiu acima do topo de novembro de 2025, perto de US$ 750 (aprox. R$ 4,2 mil), antes de tocar US$ 888 (aprox. R$ 4,9 mil). Agora, investidores votam o upgrade NU7, com encerramento em 14 de setembro, e um dos pontos em discussão é trocar o halving por uma curva de emissão contínua.

No Brasil, esse tipo de votação e mudança de emissão mexe com a percepção de risco do ativo, algo que pesa também para quem acompanha preço em corretoras locais ou via stablecoins como USDT.

A Monero (XMR) vem em outra lógica. Ela ganhou suporte técnico após romper a máxima de maio e avançou com forte participação de derivativos, com o open interest dobrando em duas semanas para cerca de US$ 278 milhões (aprox. R$ 1,5 bi). A THORChain passou a permitir swaps nativos da moeda em 25 de agosto, mas não há catalisador datado para setembro.

Na Hyperliquid (HYPE), o ponto central é o desbloqueio de cerca de 14,2 milhões de HYPE em 29 de setembro, equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão (aprox. R$ 6,7 bi). Ao mesmo tempo, o protocolo direciona 99% das taxas do livro de ofertas para recompras, numa faixa de US$ 58 milhões a US$ 80 milhões por mês (aprox. R$ 324 mi a R$ 448 mi). O histórico de desbloqueios mensais, porém, mostra reação instável do preço.

A Uniswap (UNI) teve em agosto o maior volume destinado à queima desde que ativou as taxas do protocolo v4 e da Robinhood Chain. Foram US$ 8,9 milhões (aprox. ) em um mês, quase o dobro da média desde janeiro. Ainda assim, a oferta continua perto da neutralidade, porque há um crescimento anual de .