O bitcoin (BTC) ainda pode enfrentar mais dois a três meses de mercado em baixa, na avaliação de Samir Kerbage, CIO da Hashdex. Depois disso, se o padrão histórico da criptomoeda voltar a se repetir, ele vê espaço para uma recuperação que pode durar três anos.

O que aconteceu: Kerbage disse que o BTC saiu da máxima de US$ 126 mil (aprox. R$ 730,8 mil) registrada em outubro de 2025 para a faixa de US$ 60 mil (aprox. R$ 348 mil) em menos de um ano. Segundo ele, esse movimento combina três fatores: o ciclo histórico de quatro anos do bitcoin, juros elevados nas principais economias e a migração de capital de risco para empresas de inteligência artificial (IA).

Por que importa: na leitura do executivo, juros mais altos por mais tempo reduzem o apetite por ativos de risco, como criptomoedas. Ele também afirmou que parte da correção aconteceu na semana da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, o que alterou a percepção do mercado sobre os próximos passos dos juros no país.

Apesar da queda recente, Kerbage diz que os fundamentos do setor continuam melhorando. Ele cita maior clareza regulatória nos EUA, avanço da tokenização de ativos (transformação de ativos em registros digitais em blockchain), crescimento das stablecoins e mais interesse de grandes instituições financeiras.

Para o investidor brasileiro, a leitura reforça que o mercado pode seguir volátil no curto prazo, mesmo com sinais de amadurecimento da infraestrutura global de cripto.

Em números: para o restante de 2026, o CIO da Hashdex espera o BTC oscilando entre US$ 50 mil (aprox. R$ 290 mil) e (aprox. ). Ele disse não esperar uma nova queda para (aprox. ) ou (aprox. ), mas também não vê uma volta rápida aos (aprox. ) ou (aprox. ) em apenas .