A Circle, emissora do USDC, divulgou um roadmap de segurança quântica para a Arc, sua nova blockchain Layer 1. A rede terá testnet pública em outubro de 2025 e mainnet prevista para 2026, com compatibilidade com a EVM e suporte, desde o início, a assinaturas pós-quânticas baseadas em criptografia de redes, com uso dos algoritmos CRYSTALS-Dilithium e Falcon, ambos referendados pelo NIST.
Segundo a empresa, a proposta é antecipar um risco que pode afetar a criptografia de chave pública usada hoje por redes como Bitcoin e Ethereum antes de 2030. A Circle também citou a ameaça de ataques do tipo “harvest now, decrypt later”, em que dados criptografados são coletados agora para eventual quebra futura, quando houver computadores quânticos mais avançados.
Como será o plano da Arc
O cronograma apresentado pela Circle foi dividido em quatro fases até 2030:
- lançamento da mainnet em 2026 com carteiras pós-quânticas opcionais usando CRYSTALS-Dilithium e Falcon;
- expansão da proteção para dados financeiros confidenciais, como saldos, destinatários e informações de transações;
- reforço da infraestrutura de rede, com controles de acesso, HSMs e proteção de cloud;
- atualização da autenticação de validadores no longo prazo, após testes de performance.
A Circle afirma ainda que a Arc finaliza blocos em menos de um segundo, o que reduziria para cerca de 500 milissegundos a janela de exploração de assinaturas de validadores por um eventual atacante quântico. A empresa também destacou que não pretende exigir migrações forçadas nem reset da rede, já que a resistência quântica estará disponível desde o primeiro dia.
Disputa por infraestrutura institucional
No texto, a Circle enquadra a Arc como uma rede voltada a bancos, fintechs, emissores de stablecoins, plataformas de RWA e empresas globais. A avaliação da companhia é que a “durabilidade criptográfica de longo prazo” já deve entrar nas decisões atuais de infraestrutura, especialmente em um ambiente regulatório mais exigente para emissores de stablecoins nos Estados Unidos.




